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Serviço Voluntário: “servir dá o maior barato”

Serviço Voluntário: “servir dá o maior barato”

A história do serviço voluntário no Brasil remonta a participação de algumas instituições assistenciais que a longo das últimas décadas conseguiram mobilizar uma parcela pequena da sociedade no trabalho de apoio às pessoas que mais precisam.

Os Estados Unidos e a Europa sempre mantiveram a tradição de estimular o trabalho voluntário comunitário. No Brasil identifico duas ações, mais recentes, que ajudaram a incentivar a participação da sociedade em ações de mobilização social. A campanha contra a fome e a miséria, liderada pelo saudoso Betinho, abriu fronteiras e tentou conscientizar a população para a questão da vulnerabilidade social e das pessoas que não tem o que comer.

Essa iniciativa foi vitoriosa e mobilizou, em diversas partes do país, pessoas que dedicaram parte do tempo livre para criar comitês e atuar na arrecadação de alimentos. Essa ação ajudou no surgimento de um grande movimento em favor das causas sociais. Como Betinho dizia “quem tem fome tem pressa”. No Rio de Janeiro esse trabalho deu tão certo que hoje o Sesc mantém o Banco Rio de Alimentos, que é voltado para atender aos grupos em situação de risco social.

Outra ação muito importante foi liderada pela professora e antropóloga Ruth Cardoso. Ela coordenou o programa Comunidade Solidária que atuou contra a exclusão social e no combate à pobreza. Lembro das mobilizações das organizações sociais do Terceiro Setor. Foi um período importante também para estimular a ação do trabalho voluntário.

Conto um pouco essa história para falar de uma posição defendida pelo psicólogo transpessoal, pedagogo e escritor Mario Sergio Figueiredo da Rocha. Ele atua no Sul Fluminense e no Rio de Janeiro, além disso é autor do livro Auto-Ajuda Eficaz (Editora Vozes) e escreveu mais sete livros com o médico Francisco de Biase sobre cura, espiritualidade e física quântica.

A partir da experiência adquirida com os pacientes, Mario Sergio começou a observar o desenvolvimento de problemas físicos e emocionais nas pessoas que estavam em tratamento e que tinham a vida muito centrada em si mesmos. Como terapia para os pacientes foi recomendado a atuação em serviços voluntários. Quando isso ocorria e os pacientes seguiam à risca a recomendação o resultado era muito satisfatório.

Recentemente tive a oportunidade de conhecer Mario Sergio em uma palestra, em Petrópolis, na Fraternidade Cósmica Universal. Ele realiza como voluntário palestras em diversas partes do país, sempre tentando mostrar um outro ponto de vista para as questões que podem auxiliar na transformação do ser humano. Podemos dizer que é uma figura encantadora e por onde tem passado contribui para que as pessoas possam rever a visão delas sobre o mundo que habita.

Sobre o trabalho voluntário Mario Sergio explicou: “nos meus diversos anos como terapeuta pude observar o comportamento das pessoas. Comecei olhar para mim e sobre as coisas que ocorriam comigo. Observei que sempre que eu ou alguém não estava em uma ação voluntária era o suficiente para desencadear algum tipo de problema. Hoje existem vários estudos que comprovam que quando as pessoas estão em um ato de servir existe uma mudança na estrutura celular do organismo o que dá uma grande sensação de prazer e bem estar”.

Particularmente também tenho a minha tese de que todos nós nascemos para aprender a servir, talvez, esse seja a grande lição que neste Planeta. O tema está ligado diretamente com a nossa capacidade de amar. As diversas tradições religiosas e filosóficas pregam a questão do amor como fator incondicional para a transformação da sociedade.

Acredito nessa utopia, acredito que podemos construir um mundo mais próspero e humano. O ato de servir e estender a mão a quem mais precisa foi tão bem exemplificado por Jesus, São Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá entre outros que nos deixaram um grande legado. Acredito que hoje, mais do que nunca, precisamos retomar os gestos e as ações desses grandes seres.

Por isso, defendo a proposta que desde cedo, quando iniciamos a nossa vida escolar, deveríamos o tempo todo sermos estimulados a desenvolver as virtudes do cuidado, do amor e a vivenciarmos, permanentemente, as questões que valorizam os direitos humanos. Hoje algumas poucas escolas estimulam esse tipo de ação voluntária, acredito que esse trabalho pode transformar os alunos envolvidos em seres melhores e, com certeza, vão ajudar a construir uma sociedade muito melhor.

Chegou a hora de sairmos do casulo e de pensarmos somente em nós mesmos. Os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade defendidos pela revolução francesa, só será possível quando descobrirmos que a nossa existência depende da nossa capacidade de servir. No país existem diversas instituições que neste momento precisam de algum tipo de ajuda e apoio que, às vezes, não é só financeiro ou material. Um grande abraço ou uma palavra amiga podem ser o suficiente para fazer a diferença.

Cada um dentro do próprio limite pode se dedicar e oferecer a sua contribuição. Segundo o psicoterapeuta e escritor Mario Sergio: “Servir dá o maior barato”. Reflita e observe de que forma você pode contribuir, sempre existe algo em podemos fazer para as pessoas que estão em torno de nós.

Quem quiser ouvir as palestras do Mario Sergio é só acessar a Web Rádio Cuidar da Vida. Lá você poderá encontrar alguns temas bem interessantes e fazer o download dos arquivos para ouvir na hora que você quiser.

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